Seção: TV Digital

22/01/2007

TV Digital: Escolha do Padrão para o Brasil

Nesta Página: Apresenta um histórico do processo de de definição do padrão de TV Digital no Brasil e estudos realizados.

 



Brasil escolhe padrão japonês

 

Em 23/06/06 o governo brasileiro comunicou oficialmente ao governo japonês a escolha do padrão japonês (ISDB) de TV digital. A definição ocorreu através de decreto assinado em 29/06/06. (Decreto 5.820)

 

Os principais pontos definidos no decreto são:

  • O decreto definiu que o Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre (SBTVD-T) adotará, como base, o padrão de sinais do ISDB-T e possibilitará transmissão digital em alta definição (HDTV) e em definição padrão (SDTV); transmissão digital simultânea para recepção fixa, móvel e portátil; e interatividade.
  • Ás emissoras de TV receberão um canal de radiofreqüência com largura de banda de 6 MHz para cada canal analógico que possuam. Elas terão um prazo máximo de 2 anos para iniciar a transmissão digital neste novo canal.
  • A transmissão analógica continuará ocorrendo, simultaneamenteà digital, por um período de 10 anos a partir da publicação do decreto. Findo este período as emissoras de TV devem devolver os canais utilizados para a transmissão analógica. A partir de Jul/2013 somente serão outorgados canais para a transmissão em tecnologia digital.
  • Deverão ser consignados pelo menos quatro canais digitais para a exploração direta pela União Federal como canal do Poder Executivo, Canal de Educação, Canal de Cultura e Canal de Cidadania.

 

Histórico

 

Para definir o Sistema Brasileiro de TV Digital, conforme Decreto nº 4901 de 26/11/03 , o Governo Brasileiro instituiu os seguintes comitês:

  • Comitê de Desenvolvimento, com a participação de representantes dos vários ministérios e da Anatel.
  • Comitê Consultivo, com a participação de entidades representativas.
  • Grupo Gestor, com apoio técnico e administrativo da Finep e do CPqD.

Informações detalhadas podem ser encontradas em: SBTVD

 

O grupo Gestor selecionou várias entidades para os projetos de desenvolvimento do SBTV. Os resultados de seus estudos foram apresentados em relatório apresentado ao Comitê de Desenvolvimento em 17/12/2005.

 

O Prazo para o comitê de desenvolvimento apresentar o seu relatório contendo proposta referente:

 

a) à definição do modelo de referência do SBTV

b) ao padrão de televisão digital a ser adotado no País

c) à forma de exploração do serviço de TV Digital

d) ao período e modelo de transição do sistema analógico para o digital

 

era 10 de fevereiro de 2006. (Dec. 5.393 de 10/03/05).

 

Em 7/02/06 o Ministro das Comunicações anunciou o adiamento deste prazo.

 

A definição gerou debates acalorados, sendo considerados aspectos técnicos, de política industrial e contrapartidas oferecidas pelo defensores dos padrões disponíveis. O governo conduziu negociações com representantes dos padrões Japonês e Europeu procurando obter contrapartidas, como a instalação de uma fábrica de semicondutores no Brasil.

 

Em abril de 2006 uma delegação composta pelos Ministros Celso Amorim (Relações Exteriores), Hélio Costa (Comunicações) e Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento) visitou o Japão e assinaram um memorando de entendimento, indicador de que o Brasil estava propenso a escolher o padrão Japonês.

Em 23/06/06 o governo brasileiro comunicou oficialmente ao governo japonês a escolha do padrão japonês (ISDB) de TV digital. A definição ocorreu através de decreto assinado em 29/06/06. (Decreto 5.820). A escolha do padrão japonês era defendida pelas emissoras de TV aberta no Brasil.

 

Em Out/06 foram definidas as etapas a serem cumpridas por cada Emissora de TV analógica para implantação da TV Digital no Brasil (Port MC 652).

 

 

Em Debate:

Implantação da TV Digital no Brasil

 

Enquete Especial:

TV Digital Veja os resultados aqui

 

 

Relatório do CPqD

 

Apresenta-se a seguir uma síntese do relatório final preparado pelo CPqD.

 

Para a escolha da solução tecnológica o documento propõe associar os critério de escolha definidos no Dec. 5.393 apresentados a seguir com seus respectivos pesos.

 

Decreto Critério Associado Pesos
Inclusão social Baixo custo 9
Flexibilidade de modelos de exploração Alto desempenho 6
Desenvolvimento sustentável Confiabilidade 4

 

Apesar de não ser conclusivo quanto à aplicação destes critérios o documento apresenta informações importantes, tais como:

  • O preço de venda do Set Top Box (URD) projetado para o DVB (padrão Europeu) em 2006 está entre R$ 233,00 (Básico) e R$ 662,00 (Avançado). Os preços seriam de 10% a 8% maiores para o padrão ATSC (Americano) e de 18% a 15% no ISDB (Japonês). Estes preços são baseados nos custos dos módulos que compõe a URD sem considerar royalties de modulação e licenças de middleware.
  • Propõe a adoção de um modelo de negócio que incorpore, entre outros pontos, a exploração da mobilidade/portabilidade, interatividade local, alta adoção da TV Digital pelos usuários e o surgimento de receitas provenientes de novos serviços. Na avaliação de desempenho para implantação deste modelo de negócio o ISDB obteve nota 3,7, o DVB nota 3,5 e o ATSC nota 2,9.

A avaliação final para a escolha do padrão dependerá da negociação de contrapartidas entre o governo brasileiro e os detentores das tecnologias que deve ser centrada nos atributos apresentados a seguir.

 

Flexibilidade de negociação, contemplando:

  • Facilidade de transferência de tecnologia
  • Autonomia para o Brasil incluir e modificar as características de serviços
  • Maior quantidade de fabricantes e de fornecedores de componentes
  • Universalidade do padrão
  • Redução ou reinvestimento no país dos royalties.
  • Fomento à pesquisa e linhas de crédito para digitalização
  • Perspectivas de mercado, para gerar maior fator de escala de produção.

 

Participação na evolução, garantindo, por exemplo, assento para participação efetiva do Brasil nos fóruns do padrão, e permitindo a incorporação de soluções que vierem a ser desenvolvidas no Brasil.

 

Outros Relatórios

 

Proponente/Executor Projeto
Middleware PUC - Rio de Janeiro - Sincronismo de Mídia
UFPB - FlexTV
UNICAMP Recomendação de Middleware
Compressão de Video Universidade Federal de Campina Grande - Transcodificador de Vídeo H.264
Consórcio H264 Brasil - Codificador e Decodificador de Vídeo H.264/AVC
Modulação Instituto Mackenzie - Modulação e Demodulação - Recomendações
Instituto Mackenzie - Modulação e Demodulação - Testes de Integração
PUC - Rio Grande do Sul SORCER
Canal de Retorno UNICAMP - Canal de Interatividade RF Intrabanda
Terminal de acesso PUC - Rio Grande do Sul - Sistema de Antena Inteligente
USP - Terminal de Acesso de Referência

 

Os relatórios relativos a Aplicativos e Transporte não foram divulgados pelo Minicom.

 

Outras informações estão disponíveis em: Minicom, SBTVD e Finep

 

 

Tutoriais no Teleco:

TV Digital

TV Digital no Brasil

DVB, Um modelo mundial para TV Digital no Brasil?

TV Digital: Uma Visão Geral da Escolha de um Padrão

Padrões de Middleware para TV Digital

 

ATSC: www.atsc.org

DVB: www.dvb.org

NHK: www.nhk.or.jp/strl/open99/bs-1

 

 

CONSULTORIA TELECO

Relatórios

Imagem cortesia FreeDigitalPhotos.net

Telecom, Celular e Capex

Workshops

Market Update

Regulamentação de Telecom

Consultoria

Estudos e Base de Dados

Mais Produtos

EVENTOS

Mais Eventos




 

 


Siga o Teleco

 

...

TV Digital

 

 

Imprima esta página

Adicione aos Favoritos Comunique erros