162/2012
Eduardo Tude
Terminou hoje a FTTH 2012, conferencia promovida pelo FTTH Council Europe e realizada este ano em Munique (Alemanha).
A solução ideal para atender a demanda crescente por acesso a Internet com altas velocidade é utilizar a fibra até a casa do assinante (FTTH) ou até o edifício (FTTB).
A implantação de redes FTTH/B está crescendo no mundo, tendo terminado 2011 com 74,8 milhões de acessos. Destes, 54,3 milhões estão na Ásia (Coréia, Japão, ...) 9,7 milhões estão nos Estados Unidos/Canada e 5,7 milhões na Europa e 4,5 milhões estão na Rússia e países vizinhos.
A Europa, assim como outros países do mundo, estão encontrando dificuldades para crescer as suas redes FTTH. Além do custo da implantação do acesso, maior que o de soluções com fibra até o bairro (FTTC) a taxa de adoção (Acessos ativos/ casas onde passa o acesso) ou “take up” rate tem sido menores que outros países.
O Take up rate médio da Europa (27) países é de 17,5% enquanto que na Rússia e países vizinhos é de 30,3%.
Estes dados mostram que a adoção do FTTH apresenta diferença entre os vários países. No Japão, por exemplo, onde o FTTH conta com uma adoção maciça, apenas 15 % dos acessos FTTH da NTT foram comprados com TV por Assinatura.
A medida que os serviços over the top de provedores como Amazon, Netflix e outros vão se tornando populares e cloud computing vai se disseminando o usuário vai passar a demanda mais banda e o FTTH como a apresentar vantagens.
Quanto custaria conectar com FTTH todos os domicílios brasileiros?
Existe uma visão de que fibra é uma infraestrutura básica como luz e água encanada. Toda residência no futuro vai precisar estar conectada com fibra para ter acesso a Internet e seus serviços. Um estudo apresentado na Conferência mostrou que o investimento para conectar todas as residências da Europa (27 países) com FTTH/B (100 Mbps) seria da ordem de EUR 192 bilhões. Esta é a meta da comunidade europeia para 2020.
A Europa (27 países) possui 502 milhões de habitantes e cerca de 200 milhões de domicílios. Os seja o custo é de cerca de 960 euros por domicílios.
O Brasil possui 57 milhões de domicílios, o que implicaria em um investimento de 54,7 bilhões de euros, ou R$ 133 bilhões. Mesmo considerando um custo menor de mão de obra no Brasil, o custo não seria menor que R$ 100 bilhões.
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Presidente e sócio da empresa de consultoria Teleco, atua desde 2002 como analista do mercado de Telecom, coordenando projetos de consultoria, publicando artigos semanais, preparando relatórios setoriais e apresentando workshops.
Engenheiro de Telecom (IME 78) e Mestre em Telecom (INPE 81) é membro da Comissão julgadora do Global Mobile Awards do Mobile World Congress em Barcelona e atuou como professor especialista visitante da Unicamp (2013).
Ocupou várias posições de Direção em empresas de Telecom em áreas como Sistemas Celulares (Ericsson), Redes Ópticas (Pegasus Telecom) e Satélites (INPE).
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