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12/2017

Oi, 5G, Vivo e outros destaques

Eduardo Tude

 

Recuperação Judicial da Oi:

 

O plano de recuperação judicial da Oi foi aprovado na Assembleia Geral de Credores realizada dia 19/12.  A versão original apresentada em 12/12 passou por intensas negociações durante a semana e sofreu modificações para ser aprovado na Assembleia.

Os pontos principais do plano em relação às dívidas são:

  • R$ 26 bilhões da dívida de R$ 32,3 bilhões com os debenturistas sem garantias (Bondholders) poderá ser convertida em até 75% do capital da Oi. O restante será pago em 7 anos. Para que isto ocorra deverão ser atendidas algumas condições impostos pelos debenturistas para fazer o aporte de R$ 4 bilhões na Oi, entre elas aprovação do plano nas diversas instâncias e a publicação do novo PGMU.
  • A dívida de R$ 3,3 bilhões com o BNDES será paga em 15 anos, com 4 anos de carência.
  • As dívidas com fornecedores de até R$ 150 mil terão pagamento integral e as acima deste valor serão pagas em 5 anos.
  • Dívidas trabalhistas serão pagas em 11 meses com 6 meses de carência.
  • As multas de R$ 14,4 bilhões da Anatel serão
  • Os R$ 8,3 bilhões de multas aplicadas pela Anatel seriam pagos em 240 meses e os R$ 6,1 bilhões referente a outros processos em 20 anos. A Anatel votou contra o plano e pretende recorrer à justiça aguardando decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A Anatel quer se preservar pois entende que a lei impede que ela negocie estes créditos.
  • Com o plano a dívida da Oi que era de R$ 63,95 bilhões fica reduzida a R$ 38,45 bilhões.

Os próximos passos agora serão a homologação do plano na justiça e os possíveis recursos da Anatel e atuais controladores da Oi   como o fundo Société Mondiale (Nelson Tanure). A disputa deve continuar até decisão do STJ. A mudança do controle da Oi terá ainda de ser aprovada pela Anatel. A data limite para a capitalização é 28/2/19. 

 

O caixa da Oi em outubro era de R$ 7,3 bilhões, R$ 200 milhões a menos que em setembro.

 

As ações ON da Oi apresentaram perdas de 2,9% na semana e as PN valorização de 4,1%.

 

5G

 

  • O 3GPP cumpriu o cronograma e anunciou a conclusão da especificação do 5G NR (New Radio) na sua versão não autônoma (Non-standalone) em dez/17.
  • Esta versão (NSA) e a completa (Standalone) compartilham as mesmas especificações de camadas físicas e espera-se que o hardware das duas versões seja compatível.
  • Este passo é importante para viabilizar os testes e operações pré-5G programadas para 2018.

 

Vivo

  • A Vivo anunciou que já atende com 4G+ a 106 cidades do país, inclusive todas as capitais brasileiras. Com 4G+ é possível oferecer velocidades até duas vezes mais altas devido a agregação da frequência de 700MHz com a faixa de 2.600MHz ou com a frequência de 1.800MHz. A Vivo já utiliza a frequência de 700 MHz para 4G em 306 municípios
  • A Vivo colocou em operação comercial a sua rede FTTH em Teresina (PI). Os investimentos foram de R$ 35,2 milhões.
  • O TAC da Telefônica foi discutido esta semana uma audiência pública na Câmara dos Deputados. A Abrint, Telcomp e várias operadoras tem demonstrado sua preocupação em que os recursos provenientes das multas, trocados por compromissos adicionais do TAC da Telefônica, sejam utilizados para construir redes de fibra em cidades onde já existem redes semelhantes de outros provedores de SCM.

 

Outros destaques

 

  • AT&T e Time Warner adiaram para 21/06/18 o prazo para finalizam do acordo de fusão entre as duas empresas.
  • A Apple admitiu que reduz, de propósito, a performance de iPhones mais antigos com o passar do tempo. Diversos usuários estão processando a empresa por conta dessa prática.
  • A Huawei deve iniciar a vender seus smartphones às operadoras dos Estados Unidos em 2018.
  • A Corte Europeia de Justiça (ECI) decidiu que o Uber deve ser tratado como um serviço de transporte e não como uma plataforma de serviços na web.

 

 

 

 

Veja também

‣ Crescimento do celular, leilão de 700 MHz, M&A e mais destaques

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‣ Telecom na Bolsa e mais destaques

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Eduardo Tude

Presidente e sócio da empresa de consultoria Teleco, atua desde 2002 como analista do mercado de Telecom, coordenando projetos de consultoria, publicando artigos semanais, preparando relatórios setoriais e apresentando workshops.

Engenheiro de Telecom (IME 78) e Mestre em Telecom (INPE 81) é membro da Comissão julgadora do Global Mobile Awards do Mobile World Congress em Barcelona e atuou como professor especialista visitante da Unicamp (2013).

Ocupou várias posições de Direção em empresas de Telecom em áreas como Sistemas Celulares (Ericsson), Redes Ópticas (Pegasus Telecom) e Satélites (INPE).

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