122/2008
Eduardo Tude
"A Nokia vai utilizar o Google em sua aplicação de mapas. Já a T-Mobile trocou o Google pelo Yahoo."
"A Nec que tem uma parceria com a Nokia Siemens para 3G anunciou que vai desenvolver o LTE com a Alcatel-Lucent."
-"Arun Sarin propôs que o Wimax fosse incorporado ao LTE." Estas são algumas das manchetes do 2º dia do Congresso Mundial da GSM Association. É impossível relatar tudo que acontece neste blog. Seguem alguns temas que selecionei. Key note speakers de peso O dia começou quente, com a primeira seção de key note speakers que contou com a participação dos CEOs das duas maiores operadoras de celular do mundo: - Wang Jinazhou da China Mobile ( 369 milhões de celulares) - Arun Sarin da Vodafone ( 252 milhões de celulares) E os CEOs dos maiores vendors (fornecedores) de telecomunicações: - Olli-Peka da Nokia (US$ 71 bilhões em 2007) - john Chambers da Cisco ( US$ 38 bilhões em 2007) Arun Sarin foi a estrela do dia. De forma incisiva e clara analisou os avanços do ano de 2007, um bom ano para a Vodafone que entrou fortemente na Índia com a aquisição da Hutch essar, e mandou alguns recados. Par Sarin, com o HSDPA, as operadoras estão conseguindo entregar aos consumidores que haviam prometido em relação a 3G. É preciso avançar, no entanto, na oferta de serviços e na interface com o usuário. Criticou o excesso de plataformas/Sistemas Operacionais existentes (mais de 300) o que dificulta a implantação de serviços pelas operadoras. Acredita que o melhor seria reduzir este número a 3 ou 4. Reconheceu também os avanços obtidos pelo LTE como padrão para suceder o HSDPA e sugeriu que o Wimax ao LTE como uma opção TDD. No congresso do ano passado Arun havia alertado que se o LTE não avançasse rapidamente nas especificações as operadoras poderiam adotar o Wimax como tecnologia. O LTE foi um dos temas quentes do dia como analisaremos a seguir. Long Term Evolution (LTE) O LTE parece estar se tornando uma unanimidade como o próximo padrão de tecnologia a ser adotado pelas operadoras de GSM/UMTS e algumas operadoras de CDMA como a Verizon. Seguem algumas evidências: - A GSM Association considera o LTE como o padrão de Mobile Broadband. O Wimax atenderia nichos de mercado complementando o HSDPA. - Alguns operadores, como a Telstra e a NTT DoCoMo anunciaram que estarão realizando este ano trials de LTE, - A Alcatel-Lucent e a Nec anunciaram a formação de uma joint venture que será responsável pelo desenvolvimento e fabricação de redes LTE para as duas empresas. - Ericsson, Nokia Siemens, Motorola e Nortel declararam que irão oferecer redes com LTE. É interessante acrescentar que o LTE, apesar de oferecer velocidades 3 a 4 vezes maiores que o HSDPA, não é considerado pelo 3Gpp um padrão de 4G. Na realidade a UIT não definiu ainda o que será considerado 4G. E mais, no LTE a voz não encotrará o tradicional canal TDM comutado a circuito. Toda a comunicação de voz será VOIP. Wimax O ano de 2008 será decisivo para o Wimax. O Wimax Fórum anunciou que 28 dispositivos móveis nas freqüências de 2,3 e 2,5 GHz foram submetidos para teste e que devem estar certificados no 1T08. Produtos na freqüência de 3,5 GHz só devem estar disponíveis no 2º semestre deste ano. A Sprint confirmou o lançamento de sua rede Wimax em 3 cidades dos Estados Unidos no 2T08. Outros temas quentes Existem muitos outros temas quentes sendo debatidos no Congresso: Mobile Advertising, Fento Cells, Mobile TV, Busca no Celular, Inovação, como melhorar a experiência do usuário, etc. MVNO é um destes temas. O Carrefour por exemplo possui um MVNO com 10 milhões de clientes na França. Gostaria também de mencionar a campanha “acorde seu celular” feita pela SanDisk, líder mundial em cartões de memória flash. Apesar da evolução constante dos telefones celulares ainda usamos muito pouco os serviços e “features” disponíveis. O telefone celular é talvez a maior estrela do congresso. Afinal, ele é a parte mais visível para o usuário de toda a infra-estrutura que suporta os sistemas de telecomunicações.
Creio que o celular vai continuar sendo para o usuário a materialização da mobilidade, apesar do esforço do CEO da Cisco John Chambers em tentar convencer a platéia do contrário em sua apresentação. Para Chambers não se devia pensar a mobilidade em termos de dispositivos, mas de serviços fornecidos pelas redes para vários dispositivos. O problema é que o que materializa o serviço
‣ Crescimento do celular, leilão de 700 MHz, M&A e mais destaques
‣ Móvel em 2025, M&A e mais destaques
‣ Valor de Mercado e mais destaques
‣ Telecom na Bolsa e mais destaques
Presidente e sócio da empresa de consultoria Teleco, atua desde 2002 como analista do mercado de Telecom, coordenando projetos de consultoria, publicando artigos semanais, preparando relatórios setoriais e apresentando workshops.
Engenheiro de Telecom (IME 78) e Mestre em Telecom (INPE 81) é membro da Comissão julgadora do Global Mobile Awards do Mobile World Congress em Barcelona e atuou como professor especialista visitante da Unicamp (2013).
Ocupou várias posições de Direção em empresas de Telecom em áreas como Sistemas Celulares (Ericsson), Redes Ópticas (Pegasus Telecom) e Satélites (INPE).
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