Atualizado em: 18/06/2023

A receita da Oi vai crescer em 2023?

 

 

A receita líquida da Oi, que era de R$ 7,0 bilhões no primeiro trimestre de 2013 (1T13), caiu para R$ 4,4 bilhões no 1T22 e, com a venda da Oi Móvel, para R$ 2,5 bilhões no 1T23.

A receita do 1T23 inclui ainda R$ 278 milhões da operação de DTH, cuja venda para a Sky aguarda a aprovação dos órgãos regulatórios. (operações descontinuadas)

A receita da Nova Oi, sem as operações descontinuadas, cresceu 4,8% na comparação do 1T23 com o 1T22, graças à receita de R$ 112 milhões da Serede (serviços relacionados à manutenção da planta da V.tal). Sem isto, a receita da Nova Oi teria caído 0,4% nesta comparação. Ou seja, persiste o desafio da Nova Oi de apresentar crescimento operacional positivo em 2023.

Para a receita da Oi crescer em 2023, será necessário que o crescimento dos serviços na rede de fibra e da Oi Soluções, principalmente TI, compensem as perdas com os serviços na rede de cobre.

 

 

A Oi está promovendo uma migração dos serviços de banda larga e telefonia fixa de sua rede de cobre para a rede de fibra.

Esta migração está mais adiantada na banda larga fixa, onde o cobre representava 12% dos seus acessos banda larga no 1T23. Os telefones fixos em pares de fios de cobre ainda representavam 50% dos telefones fixos da Oi. Note-se que grande parte destes telefones fixos em cobre estão em municípios onde a Oi não terá redes de fibra.

 

Fonte: Anatel

O desafio da Oi é continuar crescendo na fibra sem depender da migração de acessos da rede de cobre. A queda no take-up rate da banda larga fixa (Casas Conectadas/Casas Passadas) de 22,6% no 1T22 para 19,3% no 1T23 é um indicador das dificuldades a serem enfrentadas.

Os desafios da Oi não se limitam, no entanto, a crescer a receita.

 

 

A dívida líquida da Oi caiu com a venda da Oi Móvel e a constituição da V.tal, mas voltou a crescer durante o ano.

 

Com o novo modelo operacional, os investimentos para construir a rede de fibra passaram a ser feitos pela V.tal, o que permitiu reduzir os investimentos (Capex).

 

 

A perda da receita do móvel e o aumento das despesas operacionais com o pagamento do aluguel da rede da V.tal provocou uma redução da margem EBITDA.

 

 

O serviço da dívida continua sendo o principal responsável pelo prejuízo da Oi.

 

Nota: Prejuízo no 4T22 inclui R$15,6 bilhões itens não rotina como a baixa no valor de ativos da rede de cobre e provisão relacionada ao contrato de capacidade de satélites (DTH).

 

E impactou o caixa da Oi que caiu de R$ 3,3 bilhões no 4T22 para R$ 1,8 bilhão no 1T23, o que levou a companhia a recorrer a novo empréstimo dos credores e deve implicar, no futuro, na venda de mais ativos.

Diante deste cenário pergunta-se:

 

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