Atualizado em: 04/09/05

70% dos celulares da América Latina são da América Móvil (Claro) e Telefonica Móviles (Vivo)

 

A América Móvil (Claro) do empresário mexicano Carlos Slim é a maior operadora de celular da América Latina com 72,1 milhões de celulares (Jun/05). A Telefonica Móviles (Vivo) é a segunda operadora com 63,7 milhões. Juntas as 2 operadoras concentram 70% dos celulares na América Latina que, excluindo-se o Caribe, totalizavam, segundo dados do Teleco, 194,5 milhões em Jun/05.

 

Nota: Nº total de celulares das operadoras, independentemente da participação societária.

 

O processo de concentração do celular na América latina acelerou-se em 2004 quando a Telefonica Móviles adquiriu as 10 operações da Bell South na região pelo valor de US$ 5.850 milhões. A Telefonica adotou a marca Movistar para todos os países da região exceto o Brasil (Vivo). Não definiu no entanto um padrão único de tecnologia a ser adotado pelos vários países, embora o predominante hoje seja o CDMA.

 

A América Móvil, que já havia adquirido operadoras na Argentina, Equador e El Salvador em 2003, continuou este processo em 2004 (Honduras e Nicarágua) e em 2005 adquiriu as seguintes operadoras:

A América Móvil definiu o GSM como a tecnologia para suas operadoras. Não adotou no entanto uma marca uniforme para a região.

 

América Móvil e Telefonica Móviles estão presentes em 13 países dos 21 da América Latina. A Telefonica Móviles é 1ª ou 2ª em todos os países que atua. A América móvil é 1ª ou 2ª em 9 países e 3ª em 4.

 

 

A competição entre estas duas operadoras na América Latina deve continuar acirrada, reduzindo os espaços para novos competidores na região. Estas operadoras estão acumulando ganhos de escala que se traduzem em menores custos operacionais e em maior poder de compra na aquisição de infra-estrutura e terminais.

 

A Tim está vendendo suas operações na região e concentrando sua atuação no Brasil. A Oi não demonstrou até agora disposição para expandir sua área de atuação além da região atendida pela Telemar.

 

Neste cenário, as operadoras locais, não vinculadas a um grande grupo, enfrentam dificuldades para competir em uma região em que o crescimento do celular na região é impulsionado pelos baixos custos dos terminais celulares.

 

Diante deste quadro pergunta-se:

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