Atualizado em: 14/10/2012

Quem vai comprar a GVT?

por Eduardo Tude

 

 

A Vivendi, controladora da GVT, passa por uma crise devido a problemas apresentados pela sua operadora móvel na França (SFR), em função da entrada em operação de um novo competidor (Free).

 

Diante da crise, que levou à queda do valor das ações da empresa, a Vivendi passou a analisar a venda de alguns de seus ativos na área de Telecom. Para tanto contratou bancos de investimentos para ajudá-la na venda de sua participação na Maroc Telecom e na GVT.

 

O valor estimado por analistas para a venda da Maroc Telecom é de 4 bilhões de euros e da GVT de 8 bilhões de euros.

 

A dívida líquida da Vivendi no 2T12 era de 14,1 bilhões de euros.

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A GVT é um ativo atraente para qualquer operadora atuando no Brasil. Possui uma rede moderna e oferece banda larga de alta velocidade em 136 municípios brasileiros. Trata-se de uma operação rentável com margem EBITDA superior a 40% (mais detalhes).

 

Os principais interessados em adquirir a GVT, entre os Grupos que atuam no mercado brasileiro, seriam:

A Nextel não foi incluída nesta lista por estar focada no lançamento de sua operação 3G no Brasil.

 

 

O valor estimado para esta operação (8 bilhões de euros) deve, no entanto, afastar alguns candidatos que estão bastante endividados.

 

 

 

 

O Grupo Telefônica passa por um momento de venda de ativos para reduzir a sua dívida líquida de 58,3 bilhões de euros e enfrentar a crise econômica na Europa e em particular na Espanha. A Telefônica está vendendo a sua operação de Centrais de Atendimento (Atento) por 1 bilhão de euros e está abrindo o capital da O2, sua operação na Europa.

 

A Telecom Itália passou por um processo semelhante alguns anos atrás, que a levou a vender grande parte de seus ativos na América Latina e na Europa.

 

A aquisição da GVT por 8 bilhões de euros elevaria a relação Dívida Líquida/EBITDA para um valor acima de 3, caso estes Grupos (exceto América Móvil) adquiram a GVT. Não é recomendado ultrapassar este limite, pois poderia implicar em um rebaixamento do crédito destes Grupos que passariam a pagar taxas de juros mais altas para seus empréstimos.

 

 

 

 

Parece claro que, com exceção da América Móvil, o preço estimado de 8 bilhões de euros seria muito alto para os potenciais candidatos a adquirir a GVT que já atuam no Brasil.

 

O preço estimado de 8 bilhões de euros pela GVT pode também ser considerado demasiado alto pela América Móvil que tem por hábito comprar ativos com valores em baixa. O grupo está no momento empenhado em ampliar a sua atuação na Europa com a aquisição de participação na KPN e em uma operadora na Áustria.

 

Restariam, portanto as seguintes opções para a Vivendi:

 

 

Diante deste quadro pergunta-se:

 

 

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