Atualizado em: 15/06/2019

 

Como irá evoluir a TV por Assinatura no Brasil?

 

 

 

Até 2014, a TV por assinatura acompanhou o crescimento da Banda Larga fixa no Brasil, mas, a partir de 2015, ela começou a perder assinantes, enquanto a BL fixa continuou crescendo. Nos últimos quatro anos, a BL fixa ganhou 7,3 milhões de acessos e a TV por assinatura perdeu 2 milhões.

A crise econômica de 2015 é uma das explicações para essa queda nos assinantes de TV por assinatura. Os consumidores de mais baixa renda, principalmente os de DTH (satélite), optaram por priorizar a BL fixa e desligar a TV por assinatura.

 

 

A Claro foi a operadora que mais perdeu market share nos últimos anos, devido ao DTH (satélite) em que sua quantidade de assinantes caiu de 2,7 milhões em 2015 para 1,4 milhões em abr/19.

 

 

A SKY tem conseguido manter estável a sua base de clientes e a Oi cresceu no DTH quando passou a incluir esse serviço como parte de um combo com BL fixa. A Vivo está migrando seus clientes de DTH para IPTV em suas redes FTTH.

O aumento da renda domiciliar, resultante do processo de crescimento do Brasil, poderá levar no futuro ao crescimento dos assinantes de TV por assinatura. Afinal, o Brasil possui apenas 24,5 assinantes por 100 domicílios.

Existe, no entanto, um outro fator inibindo o crescimento da TV por assinatura, a crescente oferta de opções de streaming de vídeo. A Netflix possuía em 2018 cerca de 8 milhões de assinantes no Brasil, quantidade próxima da Claro, líder em market share.

 

 

Nos EUA, os serviços de streaming contribuíram para que a percentagem de domicílios com TV por assinatura caisse de 87% em 2014 para 77% em 2018 (Parks). A consultoria Kagan prevê que em 2022 este percentual caia para 70%.

As operadoras de TV por assinatura estão procurando acompanhar essas transformações do mercado e integrar serviços de streaming às suas plataformas, mantendo desta forma o papel de portal de entrada para os clientes. A Comcast (EUA) planeja integrar cerca de 30 aplicativos de streaming na sua plataforma até o final do ano. As operadoras brasileiras estão seguindo o mesmo caminho, com a Claro, por exemplo, com o "Now".

A lei do SeAC restringe no Brasil outras opções que as operadoras de TV por assinatura estão adotando em outros mercados. Elas não podem ser produtoras de conteúdo ou comprar direitos de transmissão de eventos esportivos

Não se pode deixar também de mencionar o efeito da "pirataria" no mercado de TV por assinatura. Em maio deste ano, a Anatel realizou uma reunião com uma rede de supermercados para orientar quanto a comercialização desses produtos. A reunião ocorreu após divulgação sobre a comercialização em uma das lojas da rede de um produto que prometia acesso irrestrito a mais de 8 mil canais de TV paga e, também a séries e filmes.

 

Diante deste cenário pergunta-se:

 

 

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