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14/07/06

 

Artigo

 

Survey de Oportunidades com WiMAX Fixo

 

Em mercados maduros como Estados Unidos e Europa ocidental, as possibilidades de utilização de acesso banda larga sem fio tendem a ser limitadas pelo estágio evolutivo das redes em operação. Os investimentos efetuados pelos principais players de cabo e DSL e a rápida expansão da terceira geração de telefonia celular e de redes WiFi evidenciam esta restrição em termos de capacidade e abrangência.

 

Em mercados emergentes como o Brasil, pode-se esperar um ambiente mais favorável às oportunidades de atendimento com WiMax. Isso ocorre em função da crescente demanda por conectividade à Internet e às redes IP (em geral para viabilização de VPNs de dados/voz), em contraste com a baixa penetração atual de DSL e cabo nas residências e corporações. Esse cenário prevê a necessidade de significativos investimentos nos próximos anos, destacando-se o WiMax como alternativa importante pela facilidade de implementação, confiabilidade e baixo custo relativo em alguns casos.

O mercado corporativo é um tradicional candidato para as soluções BWA (broadband wireless access), cujas demandas de voz, PABX e dados, no curto prazo, são maiores que as residenciais e geograficamente mais concentradas, podendo ser atendidas por “ilhas de cobertura” metropolitanas ou campi corporativos, em que os requisitos estreitos de confiabilidade, throughput e qualidade de serviço justificam a menor sensibilidade aos preços atuais dos CPEs e instalação de antenas outdoor.

 

À medida que modelos de CPEs instaláveis pelo usuário se tornarem mais acessíveis e a faixa de freqüências licenciada estiver atribuída no Brasil, as operadoras verificarão a viabilidade do modelo de negócios para o mercado residencial, com cobertura mais abrangente e non line-of-sight, e a possibilidade de integrar na mesma rede as estações radiobase em 5,8 e 3,5 GHz.

 

Outra oportunidade de curto prazo para muitas empresas se refere à redução de custos operacionais pela substituição de backhaul alugado por infra-estrutura própria, sejam operadoras móveis, para conexão de estações radiobase de segunda ou terceira geração, sejam operadoras fixas ou de longa distância, para interligar clientes aos pontos de presença ou a interligação de última milha cabeada ou WiFi. Nesses casos, pode-se utilizar WiMax nas freqüências não licenciadas de 4,9 GHz, 5,4 GHz ou 5,8 GHz para enlaces ponto a ponto em near line-of-sight, com throughput teórico de até 70 Mbps e distâncias de até 30 km. A solução WiMax do tipo backhaul pode, ainda, ser utilizada como enlace de contingência.

 

Com WiMax fixo e freqüências não licenciadas também já é possível compor uma oferta de serviços de banda larga e VoIP para os mercados corporativo e residencial, por meio da combinação com WiFi, explorando inicialmente características complementares dessas tecnologias: o WiFi é uma solução apenas para freqüências não licenciadas, que oferece pequenas coberturas, grande capacidade, um perfil do tipo best effort e mobilidade, destinando-se, portanto, a concentrações de tráfego de dados em hotspots ou outdoor (através de WiFi mesh metrozones), e utiliza CPEs que não representam incremento de custo expressivo para os usuários.

 

O WiMax, por sua vez, pode ser utilizado, à medida que a rede cresce, como solução de backhaul entre as redes WiFi mesh e, no mix de última milha, pode atender usuários do mercado corporativo, que tipicamente exigem maior qualidade de serviço. O modelo poderia utilizar a faixa não licenciada ou a licenciada de WiMax e já existem equipamentos híbridos com múltiplos rádios WiFi, WiFi mesh e WiMax em múltiplas faixas.

 

A dinamica de desenvolvimento de redes híbridas WiMax e WiFi − pela própria evolução esperada para os produtos WiMax − permitirá segmentar o atendimento nos perfis best effort, atendido por WiFi mesh usuários corporativos e residenciais premium, que utilizarão acesso WiMax e, no futuro, WiMax móvel.

 

Cyro Hemsi é especialista em redes sem fio da Promon.

 

 

 

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