Seção: Tutoriais Telefonia Celular

 

Terminais Celulares: Introdução

 

Ao olharmos para nosso telefone celular, pensamos em modernidade ou em algo extremamente recente, mas a essência de tais aparelhinhos é oriunda de um passado bem antigo, com seus primeiros passos tecnológicos datados a mais de um século, sem falar na necessidade de comunicação que se confunde com o aparecimento do homem na terra.

 

A primeira tentativa de comunicação com terminais sem fio foi em junho de 1880, quando Alexandre Grahan Bell conseguiu transmitir a voz utilizando-se da luz com um aparelho batizado de "photophone".

 

Em linhas gerais, a voz projetava-se através de um tubo para um espelho fino que vibrava e agia como um transmissor, a luz era então direcionada para outro espelho que fazia o processo inverso atuando como receptor.

 

Figura 1: "Photophone" de 1880.

 

Embora não relacionado à telefonia móvel que conhecemos atualmente, a experiência de Grahan Bell pode ser considerada como a primeira tentativa de transmissão da voz sem fio.

 

Diversos experimentos na área de microondas e rádio apareceram no início do século passado relacionados com os serviços militares, emergência e polícia. Todos abriram caminhos para os avanços nas comunicações móveis impulsionando a idéia de um terminal pequeno, seguro e confiável, criando a necessidade de desenvolvimento de pequenos aparelhos inteligentes e com tamanhos reduzidos.

 

As oito áreas básicas de um celular

 

O homem observou que deveria trabalhar com um terminal que pudesse evoluir com o tempo em diversas áreas, como apresentado na figura 2, para então poder não somente reduzir o tamanho e o peso dos aparelhos, mas também disponibilizar novos serviços que pudessem agregar valor, gerando um interesse em um público cada dia maior, objetivando aumentar a receita das operadoras e a escala de produção dos fabricantes.

 

Figura 2: As oito áreas de evolução dos terminais.

 

Tecnologias com grandes escalas de produção possuem uma maior vantagem competitiva, pois podem manter um desenvolvimento constante em cada uma das áreas, ou seja, os fabricantes devem procurar garantir um padrão tecnológico para diluir custos de fabricação.

 

Os serviços que vão trabalhar sobre esses terminais também devem seguir uma linha de padronização global, porém determinadas características das aplicações vão ser customizadas levando em consideração as culturas locais.

 

Figura 3: Terminais agregando valores aos usuários.