Seção: Tutoriais Telefonia Celular
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A microeletrônica no mundo móvel
Os avanços da microeletrônica, com a pastilha de silício possibilitaram a partir da década de 60 e começo da década de 70, uma redução nos aparelhos móveis com a introdução de diversas facilidades de sinalização e comutação que permitiram um imenso salto tecnológico, dando início aos verdadeiros sistemas móveis celulares e não mais sistemas de rádio bidirecionais de uma única célula.
Inúmeros sistemas analógicos apareceram em todas as partes do globo, atingido o ponto máximo no final da década de 80, com os conhecidos AMPS, Aurora 400, TACS e NMT. Todos trabalhavam com modulação FM e operavam nas faixas de UHF (450MHz, 800MHz e 900MHz).
Pode-se observar uma miniaturização dos aparelhos móveis, centrada nos avanços da microeletrônica com escalas de integração de milhões de componentes em uma simples pastilha de silício (ver figura 4), através dos processos VLSI "Very Large Scale Integration" e o ULSI "Ultra Large Scale Integration" possibilitando chips funcionando com 3 volts ou 1,8 volts e uma corrente várias vezes menor que a consumida nas décadas anteriores.
Os terminais móveis precisam possuir cada vez mais inteligência, sendo um grande diferencial em relação aos terminais "burros" encontrados na rede fixa onde o trabalho pesado é realizado na central.
O celular foi idealizado para ter uma boa capacidade de processamento e memória, impulsionado pela própria característica de mobilidade.
As fontes de energia dos celulares
Os sistemas digitais, na década de 90, ampliaram ainda mais o conceito de inteligência no terminal móvel, criando um ambiente favorável para a ampliação dos serviços oferecidos para os clientes que passaram a contar com um dispositivo leve e robusto.
Esse passo também foi alcançado com a evolução dos sistemas de energia que saltou de baterias com chumbo ácido das décadas de 40 até 80, para baterias mais avançadas, podendo citar entre elas: NiCd, NiMH e as atuais Li-Ion.
Com as baterias de Li-Ion os aparelhos puderam alcançar tempo médio de conversação de 5 horas e 10 dias em "standby", os aparelhos aumentaram suas taxas de dados e inseriram dispositivos como câmeras fotográficas com "flash", interfaces como o "bluetooth" e IRDA.
Todo esse avanço não vai parar e nos próximos anos estaremos usando aparelhos com células de combustível que garantirão maior tempo de operação e facilitarão o processo de recarga.
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