Seção: Tutoriais Redes Opticas

 

DWDM: Histórico

 

Apesar do equipamento DWDM ser normalmente considerado como parte de um Sistema de Transmissão, primariamente utilizado por Empresas de Telecomunicações , o primeiro equipamento comercialmente disponível, que utilizava esta tecnologia , não foi lançado por fabricantes de equipamentos da área de Telecomunicações como seria o usual, mas sim por um fabricante tradicional de equipamentos Computacionais, no caso a IBM.

 

Especula-se que vários fatores contribuíram para este lançamento, a saber:

  • Necessidade de um Equipamento de Transmissão que possibilitasse a interconexão ponto a ponto, entre os chamados Mainframes (Computadores de Grande Porte) de CPD`s ( C entros de P rocessamentos de D ados ), localizados em uma mesma metrópole, com fins de se fazer Backup's e, outros serviços que demandavam Altas Taxas de Transmissão e, que permitisse quando necessário, um fácil e rápido aumento de sua capacidade.
  • Demora, das Empresas de Telecomunicações em providenciar Fibras adicionais, necessárias para atender expansões, que sempre ocorrem, devido ao aumento do tráfego de dados, nas interligações ponto a ponto, de CPD`s .
  • Altos preços praticados pelas Empresas de Telecomunicações, para interconexões ponto a ponto, utilizando Fibras Ópticas.
  • Falta de Fibras Ópticas, nos Cabos das Redes Ópticas das Empresas de Telecomunicações.

Assim sendo, em 1994, foi introduzido no mercado o equipamento IBM 9729 Optical Wavelength Division Multiplexer , em dois modelos: 041 e 001.

 

Estes equipamentos eram modulares e permitiam mediante a simples inserção de unidades modulares tipo cartão, em ambas as pontas do enlace, ampliações ou acréscimo de canais na medida da necessidade, que possibilitando respectivamente, de 1 até 4 Canais Bidirecionais (8 Canais ou Comprimentos de Onda, no total) no modelo 041 e, de 1 até 10 Canais Bidirecionais (20 Canais ou Comprimentos de Onda, no total) no modelo 001.

 

Ambos os modelos operavam dentro da 3.ª Janela ou, Banda C , entre 1.540 nm á 1.559 nm, com Canais ou Comprimentos de Onda em incrementos de 1nm.

 

Este equipamento, quando usado em Fibras Ópticas do tipo Monomodo com atenuação média de 0,2 dB por Kilómetro, padrão para a época, permitia trafegar canais com taxas de 200 Mbps, geralmente usando uma interface proprietária, ESCON ( E nterprise S ystem CON nection ) á distâncias de 43 á 50 Km, de forma Bidirecional, utilizando apenas uma fibra do par de fibras que era fornecido pelas Empresas de Telecomunicações.

 

Opcionalmente, poderiam ser fornecidos outros tipos de interfaces como: FDDI (100 Mbps), OC - 3 ou STM - 1 (155 Mbps), Fast Ethernet (100 Mbps), Sysplex Timer (16 Mbps) e ainda interfaces para links proprietários de acoplamento (1GBPS).

 

Uma peculiaridade deste equipamento é a Alimentação de Energia Elétrica, pois ao contrário dos equipamentos de Telecomunicações, cujo padrão é Alimentação em Corrente Contínua com Tensão de - 48 Vcc, este equipamento apresentava como única opção, Corrente Alternada com Tensões de 110/220 Vca, Freqüência de 50/60 Hz, que é o padrão normalmente utilizado em CPD`s.

 

Outro fato interessante é, que passado todo este tempo, ainda hoje, este equipamento vem sendo usado no Brasil, principalmente por Bancos e Instituições Financeiras.

 

Logo após, por volta de 1.996, vários fabricantes tradicionais da área de Telecomunicações apresentaram equipamentos DWDM e, salvo engano, o primeiro deles foi a Ciena Corporation dos Estados Unidos.

 

Depois de um curto espaço de tempo, fatores como os abaixo citados:

  • Domínio pleno e massificação desta tecnologia.
  • Utilização das Redes de Cabos de Fibras Ópticas, já existentes nas empresas de Telecomunicações.
  • Talvez a melhor relação custo / benefício, que se apresentava para equipamentos de telecomunicações; levando-se em conta, o número de canais, associados á altas taxas de transmissão.
  • Grande número de fabricantes de componentes Opto-Eletrônicos,

    oferecendo praticamente todos os componentes e módulos necessários, para a

    montagem de equipamentos DWDM.

  • Redução do tamanho, complexidade, consumo de energia elétrica, preço e, aumento da confiabilidade, dos componentes Opto-Eletrônicos acima referidos.
  • Grandes perspectivas de venda, para aplicação em Redes Fotônicas de Acesso, Metropolitanas, Estaduais, Nacionais e Internacionais (Submarinas).
  • Perspectivas de um grande aumento, do tráfego telefônico de voz e dados, este último principalmente motivado pelo fenômeno Internet.
  • Novos tipos de Cabos Fibras Ópticas e, melhoria nos parâmetros das Fibras.

Fizeram que, quase cinqüenta empresas, de paises como: Alemanha, Canadá, China, EUA, França, Itália, Inglaterra, Japão, Suécia e, até mesmo uma no Brasil, apresentassem equipamentos DWDM.

 

Entretanto com a chegada da maior crise registrada na história das Telecomunicações, que se instaurou á nível mundial, por volta do fim do ano de 2.001, forçou um grande número destas empresas, a saírem desta área, sendo vendidas para terceiros ou simplesmente encerrando suas atividades.

 

As empresas que permaneceram no mercado, pela falta de venda de seus produtos, devido á esta crise, reduziram a produção deste tipo de equipamento e cessaram ou reduziram fortemente seus investimentos em P&D (Pesquisa e Desenvolvimento, em Inglês: R&D = Research And Development).

 

De uma maneira geral, podemos dizer que, hoje em dia, apesar da crise acima referida, os equipamentos DWDM são apresentados de diversas formas, para melhor atender á aplicações específicas, além de propiciar melhores preços.

 

Assim sendo, estão comercialmente disponíveis equipamentos DWDM para:

  • Redes de Acesso,
  • Redes Metropolitanas (normalmente, chamados abreviadamente de Metro),
  • Redes de Longa Distância (geralmente denominados LH, do Inglês: Long Haul, que, em uma tradução livre, significa: Transporte de Longa Distância),
  • Redes Submarinas, também chamadas de ULH (do Inglês: Ultra Long Haul).