Seção: Tutoriais

 

Inovação e Colaboração I: Metodologia

 

Procurou-se estruturar a metodologia aplicada a este estudo em duas partes, sendo uma primeira dedicada a investigação da Fundamentação Teórica, através das buscas bibliográficas que compõe a revisão da literatura disponível e que trata os temas abordados, e outro referente ao Estudo de Caso escolhido para servir de contraponto na avaliação entre a teoria dos conceitos discutidos, utilizados e aplicados em prática, trazendo análises e reflexões na busca constante e natural da evolução social humana.

 

Fundamentação Teórica

 

O processo para busca da literatura disponível até o momento foi baseado na dissertação de mestrado de Funicelli (2017), onde nela foi identificado os principais temas abordados na pesquisa, definida as bases de dados online consultadas no idioma português, e delimitado o período de busca de 5 (cinco) anos de publicação.

 

Após as verificações e filtros aplicados, resultou na leitura de 72 documentos disponíveis e referentes aos temas buscados.

 

Sendo assim, com esta revisão sobre os estudos anteriores que atende aos objetivos da pesquisa, foi possível dar sentido mais amplo às respostas encontradas, vinculando-as a outros conhecimentos prévios para fazer uma exposição significativa do conteúdo encontrado, em relação aos objetivos propostos e o tema dessa investigação.

 

Estrutura

 

Com esta revisão dos estudos anteriores realizada, tendo os principais temas como alvos a serem atingidos, seguiu-se, então, para a estruturação do modo como foram analisados durante a investigação.

 

Considerando-se a importância de ter uma visão holística e complexa dos sistemas da atualidade, lançou-se mão a etimologia dos conceitos-chave para compreender suas raízes e evolução, além de ser utilizada paralelamente a cronologia, como forma para refletir sobre a forma de progresso, quais os impactos e etapas percorridas durante o processo histórico, para trazer um arcabouço sociocultural de modo a localizar e contextualizar o caminho percorrido.

 

Também foram abordados autores de referência reconhecidos como autoridades em suas áreas de atuação, para que se possa compreender melhor suas posições e contribuições aos conceitos utilizados.

 

Entre eles destacam-se Schumpeter (1934) e o Manual de Oslo (2005) na área de inovação, Pinheiro (2013) sobre a colaboração, Cross (2007) quanto ao design, assim como Brown (2008) referente ao design thinking.

 

Entretanto, toda a discussão proposta não foi restringida somente a estes autores rapidamente mencionados. Também foram considerados outros que têm contribuído e complementam estes temas e, por vezes, trazem com abordagens distintas, possibilitando fechamento e conceituação teórica das discussões até os dias atuais.

 

Estudo de Caso

 

Justificativa

 

Segundo Yin (2015, p. 24), o método do estudo de caso permite que os investigadores retenham as características holísticas e significativas dos eventos da vida real - como os ciclos individuais da vida, o comportamento dos pequenos grupos, os processos organizacionais e administrativos, a mudança de vizinhança, o desempenho escolar, as relações internacionais e a maturação das indústrias.

 

A distinção entre os vários métodos de pesquisa e suas vantagens e desvantagens pode exigir que se vá além do estereótipo hierárquico. A visão mais apropriada pode ser inclusiva e pluralista: cada método de pesquisa pode ser usado para as três finalidades - exploratória, descritiva e explanatória. (YIN, 2015, p. 27).

 

O que distingue estes diferentes métodos não é a hierarquia, mas três condições. Mesmo que cada método tenha suas características diferentes, existem sobreposições entre eles. (YIN, 2015, p. 27).

 

As três condições consistem em:

  • O tipo de questão de pesquisa proposto;
  • A extensão do controle que um investigador tem sobre os eventos comportamentais reais;
  • O grau de enfoque sobre os eventos contemporâneos em oposição aos eventos históricos. (YIN, 2015, p. 28).

 

A tabela 2 apresenta estas três condições destacadas por Yin (2015) e mostra como cada uma está relacionada com os cinco principais métodos de pesquisa: experimentos, levantamentos, análise de arquivos, pesquisas históricas e estudos de caso.

 

Tabela 2: Relação dos métodos de pesquisa com as condições da pesquisa

Método

Forma de questão de pesquisa

Exige controle dos eventos comportamentais

Enfoca eventos contemporâneos

Experimento

Como, por quê?

Sim

Sim

Levantamento (survey)

Quem, o quê, onde, quantos, quanto?

Não

Sim

Análise de arquivos

Quem, o quê, onde, quantos, quanto?

Não

Sim/Não

Pesquisa histórica

Como, por quê?

Não

Não

Estudo de caso

Como, por quê?

Não

Sim

Fonte: (YIN, 2015, p. 28 – grifo do autor)

 

As questões "como" e "por que" são explanatórias e provavelmente levam ao uso dos estudos de caso, pesquisas históricas e experimentos como método de pesquisa preferidos. Isto ocorre porque essas questões lidam com os vínculos operacionais que necessitam ser traçados ao longo do tempo, mais do que as meras frequências ou incidências. (YIN, 2015, p. 30).

 

O estudo de caso é preferido no exame dos eventos contemporâneos, quando os comportamentos relevantes não podem ser manipulados. Conta com as mesmas técnicas que a pesquisa histórica, mas adiciona duas fontes de evidências geralmente não incluídas no repertório do historiador: a observação direta dos eventos sendo estudados e entrevistas das pessoas envolvidas nos eventos. (YIN, 2015, p. 32).

 

Uma justificativa para o caso único é sua utilização quando representa o caso crítico no teste de uma teoria bem-formulada. A teoria especificou um conjunto claro de proposições, assim como as circunstâncias em que elas são consideradas verdadeiras. O caso único que preencha todas as condições para o teste da teoria, pode confirmar, desafiar ou ampliar a mesma. Pode ser usado, então, para determinar se as proposições da teoria são corretas ou se algum conjunto alternativo de explanações pode ser mais relevante. (YIN, 2015, p. 70-71).

 

Uma segunda justificativa para o caso único se coloca quando ele representa uma situação extrema ou peculiar. (YIN, 2015, p. 71).

 

A terceira justificativa para o caso único diz respeito à sua representatividade ou tipicidade. Aqui, o objetivo é captar as circunstâncias e as condições de uma situação diária ou de um lugar-comum. O estudo de caso pode representar um "projeto típico" entre muitos projetos diferentes. As lições aprendidas desses casos são presumidamente informativas sobre as experiências da pessoa ou instituição média. (YIN, 2015, p. 72).

 

A quarta justificativa para o estudo de caso único trata de seu aspecto revelador. Esta situação existe quando um investigador tem a oportunidade de observar e analisar um fenômeno previamente inacessível à investigação da ciência social. (YIN, 2015, p. 72).

 

A quinta justificativa para o estudo de caso único é o fato de ser longitudinal: o estudo de um mesmo caso único em dois ou mais pontos diferentes do tempo. A teoria de interesse provavelmente especificaria como determinadas condições mudam com o tempo, e os intervalos de tempo desejados refletiriam, presumivelmente, os estágios antecipados em que as mudanças deveriam se revelar. (YIN, 2015, p. 72-73).

 

Sendo assim, toma-se como justificativa para esta investigação utilizar a metodologia de estudo de caso, já que analisa um evento atual e contemporâneo, o pesquisador faz uma observação ativa das situações, comportamentos e eventos necessários ao pleno conhecimento, e entrevista os sujeitos ali envolvidos para obtenção de dados complementares.

 

Além disso, este estudo de caso terá como foco um caso único que também vai de encontro com as justificativas apresentadas por Yin (2015), pois é possível confrontar as observações e informações levantadas durante as coletas de dados com a teoria proposta, como também traz uma situação comum e típica a ser analisada, já que a empresa selecionada tem a inovação, colaboração e o design como atividades de seu núcleo de atuação, e no mercado de telecomunicações, as empresas atuantes no Brasil, pela competitividade deste setor, necessitam exercitar estas características para buscar a manutenção e crescimento neste mercado.

 

Organização

 

A primeira parte da organização começa com o escopo do estudo de caso:

  • O estudo de caso é uma investigação empírica que:
    • Investiga um fenômeno contemporâneo em profundidade e em seu contexto de vida real, especialmente quando,
    • Os limites entre o fenômeno e o contexto não são claramente evidentes;

 

Em segundo lugar, como o fenômeno e o contexto não são sempre distinguíveis nas situações da vida real, outras características técnicas, incluindo a coleta de dados e as estratégias de análise de dados, tornam-se a segunda parte da definição técnica de estudos de caso:

  • A investigação de estudo de caso:
    • Enfrenta a situação tecnicamente diferenciada em que existirão muito mais variáveis de interesse do que pontos de dados, e, como resultado;
    • Conta com múltiplas fontes de evidência, com os dados precisando convergir de maneira triangular, e como outro resultado;
    • Beneficia-se do desenvolvimento anterior das proposições teóricas para orientar a coleta e a análise de dados.

 

Essencialmente, a definição dupla apresentada anteriormente mostra como a pesquisa de estudo de caso compreende um método abrangente - cobrindo a lógica do projeto, as técnicas de coleta de dados e as abordagens específicas à análise de dados. Nesse sentido, o estudo de caso não é apenas limitado a uma tática de coleta de dados isolada, ou mesmo uma característica de projeto isolada. (YIN, 2015, p. 40).

 

Para o estudo de caso, cinco componentes de um projeto de pesquisa são importantes:

  • A questão do estudo;
  • As proposições (ou hipóteses), se houver;
  • A(s) unidade(s) de análise;
  • A lógica que une os dados às proposições; e
  • Os critérios para interpretar as constatações (YIN, 2015, p. 49).

 

No seção INTRODUÇÃO desta série de tutoriais é apresentada a questão deste estudo: como ocorre a inovação e a colaboração através do processo proposto pelo design thinking em uma empresa de telecomunicações no Brasil?

 

Com esta questão, podem ser destacadas algumas informações para a organização deste estudo, tal como entender o contexto onde estão situados os fenômenos a serem analisados. Este contexto é referenciado como sendo a metodologia do design thinking que faz parte das atividades da empresa de telecomunicações situada no Brasil selecionada. Processo este que tem como objetivo obter novos produtos e serviços para diferenciar-se de seus competidores e, assim, trazer maiores receitas à companhia e fidelizando seus clientes.

 

Dentro deste contexto, os fenômenos que se buscam analisar são: como ocorre a inovação e a colaboração. Assim são utilizadas como unidades de análise as etapas do processo de design thinking.

 

Como comentado na seção FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA deste tutorial parte I, existem diferentes modelos que estruturam o processo de design thinking, e portanto esta pesquisa seleciona e utiliza o modelo proposto pela IDEO como base estrutural de seu estudo, por este ter uma relação direta com a conceptualização e etapas idealizadas por Tim Brown, além de estar comprovada sua eficiência através do seu período de atuação no mercado com distintos projetos exitosos executados, sendo considerada uma das melhores referências na área.

 

O modelo da IDEO, segue as seguintes etapas: (1) Empatizar; (2) Definição; (3) Ideação; (4) Prototipar; e (5) Teste.

 

Como hipóteses são propostos inicialmente que:

  • É necessário inovar para se diferenciar, encontrar necessidades e evoluir, mesmo estas inovações não podendo garantir um retorno imediato, e assim tendo que se adaptar a utilizar esta incerteza como parte do processo de inovação;
  • Ouvir e entender o que os clientes e usuários precisam é importante para desenhar produtos que atendam suas demandas, ou seja sua participação na concepção se torna algo essencial. O processo proposto pelo design thinking ajuda na obtenção de informações, dos anseios e necessidade destes sujeitos;
  • Ter uma equipe multidisciplinar no design da concepção dos produtos é importante por contribuir com diversos tipos de visões e experiências distintas, que em conjunto formam uma base mais sólida para a proposição de novos produtos e serviços;
  • O mercado de telecomunicações é dinâmico e exige das empresas estarem em evolução contínua para atender seus clientes e entregar novos produtos com novas tecnologias, assim o design thinking pode contribuir com esta tendência;
  • Quanto maior o envolvimento e participação de entes externos, maior será a quantidade de informações, percepções e experiências coletadas para contribuir no design de um produto que atenda com maior eficiência suas demandas e compartilhe os riscos;
  • Com um processo claro fica ainda mais fácil de organizar e potencializar estas ideias em produtos que conquistem consumidores mais rapidamente, diminuindo ainda as incertezas.

 

Reorganizando estas informações chega-se no quadro 1, que resume o foco desta pesquisa.

 

Quadro 1: Resumo da organização do estudo de caso

Fonte: elaborado pelo autor

 

O caso selecionado para servir de referência a estas análises, como já referido, é uma empresa de telecomunicações atuante no Brasil, líder de mercado em seu segmento e que fornece os insumos necessários para a investigação desta pesquisa.

 

Para avaliação das hipóteses é necessário utilizar ferramentas para coletar informações, tais como observações e questionários aplicados junto aos sujeitos que atuam no caso estudado, além da documentação disponível fornecida e em acordo a cada unidade de análise definida. Com as constatações realizadas é utilizado a teoria para a interpretação do grau de alinhamento e possíveis desvios para buscar uma compreensão do fenômeno analisado.

 

Ética e Proteção dos Sujeitos de Pesquisa

 

Como parte da proteção, o pesquisador é responsável pela condução do estudo de caso com cuidado e sensibilidade especiais - indo além do projeto de pesquisa e outras considerações técnicas. O cuidado envolve obter o consentimento voluntário dos participantes do estudo de caso, protegê-los de qualquer dano relacionado ao estudo, a privacidade e a confidencialidade de seus depoimentos. (YIN, 2015, p. 100).

 

Conforme determinação da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP) e do Comitê de Ética em Pesquisa da PUC/SP, esta pesquisa está registrada na PLATAFORMA BRASIL (disponível em: http://aplicacao.saude.gov.br/plataformabrasil/login.jsf) sob CAAE número 68331617.3.0000.5482 e Parecer Consubstanciado número 2.495.945, com o intuito de respeitar a ética na pesquisa social.

 

A empresa na qual foi efetuado o estudo de caso concordou em participar do mesmo, tendo assinado uma Autorização Para a Realização da Pesquisa, através de um de seus representantes legais. Além disso, todos os participantes e sujeitos envolvidos diretamente na pesquisa também assinaram um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, tomando ciência das responsabilidades, comprometimento ético, privacidade e sigilo das informações pelo pesquisador com a pesquisa e sujeitos envolvidos.

 

Questionários e Coleta de Dados

 

A busca das informações em campo se deu por meio de questionário qualitativo, com aplicação via e-mail (auto aplicação) ou entrevista presencial ou virtual semiestruturada. Os respondentes foram consultados para eleger a maneira que preferiam participar, pois, com os questionários auto aplicados possuíam a liberdade de responder em seu tempo, sem sentirem-se pressionados e, nos casos da aplicação por meio de entrevistador, foi agendada data e local (se presencial ou virtual via software de comunicação virtual pela internet), onde o questionário foi seguido como guia para se obter as informações. (VIEIRA, 2009).

 

A seleção dos participantes convidados a responder o questionário foi realizada de acordo com seu grau de envolvimento no processo de desenvolvimento de novos produtos e serviços do caso estudado.

 

Assim foram criados 2 (dois) grupos, sendo em um deles composto dos participantes que de alguma maneira participam e contribuem na construção, lançamento e comercialização das inovações, porém que não utilizam a metodologia do design thinking como guia fundamental de suas atividades, já o outro grupo é composto dos participantes que utilizam e aplicam a metodologia do design thinking no desenvolvimento de seus projetos, passando por suas etapas e utilizando diversas técnicas nela previstas, compondo, portanto, uma amostragem por conveniência. (VIEIRA, 2009).

 

Para o Grupo 1, que não utiliza o design thinking em suas atividades, foram convidados participantes das seguintes áreas da empresa, dentro da amostragem definida:

  • Comercial (por ter um contato direto com os clientes na oferta dos produtos e serviços);
  • Produtos (por ser a área responsável na condução de todo o processo de concepção e desenvolvimento);
  • Qualidade (por conter dados e informações gerais da empresa, seus produtos e serviços);
  • Marketing (por ter uma visão do mercado, concorrência e tendências);
  • Engenharia (por possuírem o conhecimento das capacidades técnicas a serem utilizadas nos desenvolvimentos);

 

O Grupo 2, dos profissionais que utilizam o design thinking como abordagem de suas atividades a serem executadas, foram convidados participantes das áreas de Inovação, pois foram as áreas identificadas como as que aplicam esta metodologia na prática. Convidou-se 3 (três) profissionais desta área para responderem aos questionamentos.

 

O Grupo 1 é utilizado como linha base, já que não utiliza a metodologia do design thinking em suas atividades, e assim possibilita realizar uma comparação com o Grupo 2, que utiliza o design thinking nos projetos em que atuam.

 

Anteriormente ao início dos questionamentos com cada sujeito de pesquisa (SP), foi apresentado uma introdução rápida sobre a pesquisa, contendo o contexto ao qual se refere, o objetivo do estudo e a importância de sua participação. A carta utilizada será apresentada incluída no tutorial parte II deste estudo.

 

Para a melhor condução e isonomia entre os participantes, elaborou-se questionário que guiasse a coleta dos dados através de perguntas fechadas, permitindo ao entrevistado eleger as respostas às perguntas feitas, além de possibilitar que acrescentassem comentários extras ao discorrer sobre temas relacionados que julgassem importantes para complementar sua resposta, facilitando a atuação dos sujeitos e passando um grau de liberdade, deixando-o à vontade, possibilitando a melhor obtenção das informações para posterior análise. (YIN, 2015, p. 133).

 

A utilização de questões específicas facilitou o entendimento do tema abordado, desviando da generalidade, e auxiliou aos respondentes no momento de darem sua contribuição, facilitando a interpretação. (VIEIRA, 2009, p. 34-35).

 

A estrutura do questionário seguiu a organização da pesquisa, ou seja, foi dividido em tópicos em acordo as unidades de análises definidas sendo que, para cada tópico, iniciou-se com as questões mais simples seguindo até as mais complexas.

 

Foram elaboradas 3 (três) questões fechadas para cada um dos 5 (cinco) tópicos abordados, além de 2 (duas) questões fechadas iniciais para caracterizar o respondente e 1 (uma) questão aberta final de opinião, totalizando, portanto, 18 (dezoito) questões. O Questionário da Pesquisa será incluído no tutorial parte II deste estudo, onde será possível verificar o conteúdo das perguntas utilizadas para o levantamento das informações.

 

Este mesmo questionário foi submetido a um pré-teste de validação, onde foram selecionados 2 (dois) respondentes adicionais (sujeito de pesquisa de teste – ST), um de auto aplicação e outro por entrevista presencial e solicitado que respondessem as questões, marcando o tempo total, as dúvidas aos questionamentos e sugestões de melhorias, para uma revisão antes de sua conclusão final apresentada.

 

Também foi possível participar de algumas reuniões que auxiliaram na percepção de como os sujeitos atuam nas etapas do contexto onde estão inseridos, trazendo ainda mais informações de seus comportamentos que complementam o estudo por meio da observação-direta.

 

Outra fonte de evidência utilizada foi a documentação disponível na Intranet da empresa, e compartilhada por alguns sujeitos entrevistados.

 

Com este conjunto de dados é feito um relatório intermediário com todas as informações coletadas para organização e posterior análise.

 

Análise dos Dados

 

Após a execução das atividades de campo, com as entrevistas realizadas, questionários aplicados, observações efetuadas e material coletado, foi feita a organização e catalogação de todas as evidências, vinculando seus conteúdos às unidades de análise do estudo, contendo as informações circunstanciais da coleta (data, hora, lugar da entrevista etc.).

 

Concluída a classificação, chegou-se ao momento de analisar as evidências obtidas e relacioná-las com as proposições iniciais e com a teoria abordada.

 

E, por fim, foram redigidas as conclusões, nas quais são apresentados os resultados das coletas dos dados, juntamente com a análise e validação ou complemento das teorias utilizadas.