Seção: Tutoriais Operação
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Sistema de Transmissão da Rede IPTV
Protocolos
Os protocolos utilizados na entrega de IPTV variam de acordo com o serviço a que estão associados. Para o serviço de distribuição de televisão utiliza-se o protocolo IGMP na versão 2 ou 3, para streams multicast e mudanças entre streams multicast (mudar de canal). Já no serviço de VoD e NPVR utilizam o protocolo RTSP.
A transmissão do IPTV pode ser feita em RTP (usando UDP ou TCP). Sendo transmitida em RTP se torna uma transmissão mais confiável.
IP Multicast
Quando a transmissão é feita de um ponto para um grupo é chamada de multicast. Se o envio é feito por unicast serão enviadas várias cópias da informação, de um ponto para outro, assim desperdiçando muito a banda. Se o envio for feito por broadcast há também desperdício de banda, pois são enviadas informações a todos mesmo sem requisição. No sistema multicast são utilizados ambos os métodos citados acima, mas com uma diferença, são aproveitadas somente as vantagens de cada um, pois são enviadas as informações somente aos que requisitaram as mesmas, sendo assim um sistema mais eficiente e inteligente, consumindo menos largura de banda.
Na figura 4 mostra a comparação entre unicast, broadcast e multicast.
Figura 4: Comparação entre os modos de transmissão Fonte: www.img.lx.it.pt/~fp/cav/ano2009_2010/Trabalhos_MEEC_2010/Artigo_MEEC_8/IPTV/conclusoes.html
O IP Multicast de fato é o ideal para suprir as necessidades do IPTV que é constituído por um stream de vídeo, um ou mais streams de áudio, mais informação adicional. A única desvantagem do IP Multicast é que ele não suporta modos como pause fast-rewind e fast-forward necessários aos serviços de VOD e MOD, sendo que estes serviços são fornecidos através de unicast.
Codec’s
Os codec’s têm um papel importante no serviço de IPTV, pois sua contribuição na largura de banda é fundamental.
A compressão mais utilizada é o MPEG-2, onde recentemente foi aderido o MPEG-4/H264. Com o MPEG-4/H264, traz melhorias significativas na qualidade de codec’s, relativamente igual ao MPEG-2.
Para concorrer com o MPEG-4/H264, a Microsoft criou o codec VC-1.
A figura tabela 5 mostra uma comparação entre os codec’s.
Figura 5: Comparação entre os codec’s Fonte: www.img.lx.it.pt/~fp/cav/ano2009_2010/Trabalhos_MEEC_2010/Artigo_MEEC_8/IPTV/conclusoes.html
Melhorias na Transmissão
Uma solução para melhoria de transmissão do IPTV pode ser feita através do DiffServ. Com este mecanismo os pacotes enviados são priorizados, e é feita a marcação nos pacotes. Implementado na camada de controle de transmissão pode ser considerado um reforço para o QoS.
Segurança
Direito de Licença
Hoje a grande preocupação para os prestadores de serviço de IPTV é em conceder o direito de licença dos seus conteúdos pelas redes digitais. Este processo tem a necessidade de um bom mecanismo de segurança para garantir que o conteúdo não será “pirateado”.
O principal quesito para quem oferece o serviço é garantir que somente pessoas autorizadas, ou seja, assinantes tenham acesso ao conteúdo juntamente com os direitos autorais.
Os regimes que controlam a proteção do IPTV e que estão disponíveis no mercado são a CA e o DRM.
CA
O Acesso Condicional é a proteção de conteúdos. Ele coloca um sistema de criptografia, onde somente o cliente que pagou pelo serviço consegue visualizar o conteúdo, criando um sistema antipirataria.
DRM
A Gestão de Direitos Digitais é um conjunto de várias tecnologias de proteção que, como o Acesso Condicional, limita o uso de conteúdos de vídeo, áudio e imagens. No caso do DRM o sistema de proteção é feito via hardware ou mesmo software. O DRM feito via hardware restringe a cópia do conteúdo. No caso de software é limitada a quantidade de vezes que o conteúdo pode ser visualizado.
Este sistema passa ao prestador de serviço IPTV o controle sobre o serviço que será realizado.
TPM
Traduzindo para a língua portuguesa seria “Modulo de Plataforma Confiável”. Desenvolvido por uma corporação internacional, tem o intuito de melhorar o sistema de proteção de conteúdo digital. Seria uma solução para a segurança do IPTV. O TPM se trata de um chip estrategicamente instalado no dispositivo que armazena de forma segura chaves criptográficas, certificados e senhas.
A principal característica do TPM segundo a Trusted Computing Group, empresa que desenvolveu o sistema, é a capacidade de criação de chaves assimétricas para armazenamento seguro de informações [13].
Uma funcionalidade fundamental também é possibilidade de gerenciamento do chip TPM, possibilitando o controle da sua ação no sistema.
Alguns grandes fabricantes como a Asus, Gigabyte e Intel já utilizam este recurso em suas motherboards.
Este sistema poderá ser a chave principal para o ponto fraco do DRM, que é a casa do usuário, garantindo aos produtores de conteúdo mais segurança e controle, podendo ate gerar relatórios de consumo no sistema.
No IPTV, este chip deve ser instalado no set-top box, garantindo uma solução considerável na distribuição do conteúdo.
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