Seção: Tutoriais Banda Larga
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Como mostrou o histórico do trabalho do ITU-T no sentido de padronizar a NGN, a iniciativa partiu do GII Project, que elaborou normas para a era emergente de informação, descrevendo “a provisão de vários serviços por uma variedade de provedores, sobre uma variedade de tecnologias de rede de diferentes setores da indústria”.
As figuras 2 e 3 apresentam respectivamente o Modelo de Referência GII, usado para a descrição de vários cenários, inclusive servindo como base para a arquitetura da NGN, e a Arquitetura NGN.
Figura 2: Modelo de Referência GII.
Figura 3 - Arquitetura NGN.
Ambas as figuras apresentam “a provisão de vários serviços por uma variedade de provedores, sobre uma variedade de tecnologias de rede de diferentes setores da indústria”.
Baseado nestes conceitos e arquiteturas, aos poucos alcançados pelo ITU-T desde o GII até a atual situação da padronização apresentada pelas recomendações Y, pode-se apresentar um modelo de Arquitetura de Serviços para a NGN.
Modelo de arquitetura de serviço NGN A figura abaixo mostra o modelo de Arquitetura de Serviço para a NGN.
Figura 4: Arquitetura de Serviço para a NGN.
Onde:
A limitação da arquitetura de serviços atual
Atualmente o que se tem na rede é uma Arquitetura de controle de serviço baseada em SCP (Service Control Point), que se caracteriza por estrutura centralizada, inadequada a ambientes de rede distribuída. Os protocolos de controle baseados em INAP/CAP são complicados e a atualização de normas é demorada, o que dificulta o rápido desenvolvimento de serviços.
As normas são direcionadas a serviços de comutação de circuito, podem servir de base para a convergência e expansão, mas o sistema de controle baseado em sinalização SS7 herdada das redes de telecom é um gargalo para as redes banda larga.
Serviços de valor agregado desenvolvidos somente por operadoras de rede não podem ser entidades separadas. É consenso que na Arquitetura de Serviços, a NGN deve usar tecnologia de comutação por pacote (especialmente redes baseadas em IP), permitindo a convergência da camada de rede às superiores.
Em NGN o conceito de serviço é separado do de rede. Haverá uma camada de controle de serviço acima da camada de controle e de transporte NGN.
Arquitetura de serviços NGN
A Arquitetura de Serviços NGN deve apresentar controle distribuído, adaptar-se ao processamento distribuído natural das redes IP, eliminar a centralização da estrutura SS7 e suportar transparência à localização. O controle deve ser aberto, suportar criação e atualização de serviços por terceiros.
A provisão de serviço separada da rede deve estimular um ambiente competitivo na oferta de uma diversidade de serviços com rapidez, além da facilidade de implementação de serviços de redes convergidas (suporte de voz/dados). A segurança e a proteção serão embutidas na arquitetura, que são requisitos básicos de arquitetura aberta (evitar prejuízo aos provedores).
A NGN visa a convergência de praticamente todos os serviços existentes em uma única arquitetura de serviços convergentes, desacoplada da infra-estrutura de transporte de pacotes, tornando a oferta de novos serviços mais ágil e flexível. Assim, a tecnologia NGN pode ser vista como sendo uma forma de diminuir os custos de operação da infra-estrutura existente. Apesar de não se ter ainda algum plano de negócio claro para as NGN’s.
Se por um lado ela promete redução de custos de operação, por outro lado ela pode ser vista como uma forma de oferecer serviços novos, novas oportunidades de negócio. É de grande importância conhecer a arquitetura da NGN e os serviços para buscar os benefícios prometidos por ela como produtividade, criatividade e novas oportunidades de negócios.
Buscando o conhecimento da tecnologia NGN através de suas especificações, desenvolve-se senso crítico para ver como os produtos disponíveis hoje proverão estas capacidades com as ferramentas de desenvolvimento disponíveis, avaliando o quanto é fácil e eficiente desenvolver serviços NGN, avaliar a maturidade dos produtos, interoperabilidade e compatibilidade com os padrões.
Como já mencionado, o JRG – NGN produziu duas recomendações fundamentais: “Y.2001 – General overview of NGN” e “Y.2011 - General principles and general reference model for next generation networks”.
Com base nessas normas, esta série de tutoriais apresentará dados mais detalhados sobre a padronização ITU-T da NGN, e os próximos tutoriais discorrerão sobre a visão geral e os princípios da NGN.
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