Seção: Tutoriais Banda Larga
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Segundo a Y.2001 (Dez 2004) a definição de NGN é “Uma rede baseada em pacotes capaz de prover serviços de telecomunicações e capaz de fazer uso de múltiplas tecnologias de transporte com QoS em banda larga, na qual as funções relacionadas a serviço sejam independentes das tecnologias relacionadas ao transporte”. Estas características possibilitam acesso flexível aos usuários e mobilidade generalizada, que permitirá provisão de serviços consistente e a todos os usuários.
A NGN proverá infra-estrutura, protocolos e etc., para criar, desenvolver e gerenciar todos os tipos de serviços possíveis. Estes compreendem serviços usando diferentes tipos de mídia (áudio, visual e audiovisual), com todos os tipos de codificação e serviços de dados, conversacional, unicast, multicast e broadcast, mensagem, dados simples, serviços de transferência, real-time e non-real-time, sensíveis a atraso e tolerantes a atraso.
Serviços com diferentes demandas de largura de banda desde alguns kbit/s a centenas de Mbit/s, garantidos e não garantidos, devem ser suportados dentro das capacidades das tecnologias de transporte. Dentro da NGN há uma ênfase crescente na customização de serviços pelos Provedores onde alguns deles oferecerão a possibilidade dos clientes customizarem seus próprios serviços.
A NGN deve se basear em API’s (Application Programming Interfaces) relacionadas a serviços para suportar sua criação, provisionamento e gerenciamento.
Nas arquiteturas NGN, deve haver uma clara separação entre as funções para os serviços e as funções para o transporte. NGN permite o provisionamento de ambos os serviços, existentes e novos, independentemente da rede e tipo de acesso utilizado.
Na NGN as entidades funcionais controlando o meio, recurso, entrega de serviço, segurança etc., podem estar distribuídas, incluindo ambas as redes, existentes e novas. Quando elas estão distribuídas fisicamente, elas se comunicam via interfaces abertas. Portanto a identificação de pontos de referência é um importante aspecto da NGN. Protocolos precisam ser padronizados para prover a comunicação entre as entidades funcionais.
A interoperabilidade entre redes NGN de operadoras diferentes e a da rede NGN com as redes existentes é provida por meio de gateways. A NGN suportará ambos os dispositivos terminais, existentes e “NGN aware”.
Os terminais que se conectarão à NGN incluem terminais telefônicos analógicos, máquinas de fax, terminais ISDN, telefones celulares móveis, dispositivos terminais GPRS (General Packet Radio Service), terminais SIP (Session Initiation Protocol), Telefones Ethernet através de PC’s (Personal Computers), Set-top boxes digitais, cable modems, etc.
Tópicos específicos incluirão a migração dos serviços de voz para a infra-estrutura NGN, QoS relacionada a serviços de voz real-time (com garantia de banda, garantia de atraso, garantia de perda de pacotes, etc.) assim como segurança.
A NGN proverá mecanismos de segurança para proteger a troca de informação sensível, para proteger contra uso fraudulento dos serviços providos e proteger sua própria infra-estrutura de ataques externos.
Atualmente, serviços similares são oferecidos aos usuários pelas então chamadas redes de acesso fixo e acesso móvel. No entanto, estes serviços são considerados por agora, como clientes diferentes, com configurações de serviços diferentes e nenhuma convergência possível entre serviços.
A principal facilidade da NGN será a mobilidade generalizada, a qual permitirá uma provisão consistente de serviços a um usuário, isto é, o usuário será considerado uma entidade única quando utilizando diferentes tecnologias de acesso.
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