Seção: Tutoriais Banda Larga

 

NGN II: Gerenciamento e Segurança

 

Gerenciamento da rede

 

No que se refere a gerência de rede, aspectos como o desenvolvimento de uma arquitetura de gerenciamento da rede central, definição de serviços de gerenciamento de rede básicos e interfaces, para alcançar os requisitos NGN (falha, configuração, bilhetagem/tarifação, performance, segurança, administração de cliente, gerenciamento de tráfego e roteamento) deverão ser considerados.

 

Segundo ITU-T NGN FG – Proceedings Part I, os primeiros trabalhos de padronização da NGN deverão considerar os aspectos de gerenciamento de rede fora do escopo. Poderão ser levantados requisitos gerais neste primeiro momento, mas não requisitos detalhados ou soluções para endereçamento etc.

 

Arquitetura de controle da rede e protocolos

 

Levando em conta o crescimento da natureza distribuída das funções de controle em arquiteturas NGN, há a necessidade de estudo de modelos de referencia de controle da rede considerando:

  • Recurso e QoS, na rede de acesso e na rede central;
  • Processamento de mídia, transcodificação e transferência de informação;
  • Controle de chamada/sessão;
  • Controle de serviço;
  • O modelo de arquitetura de controle de rede deve levar em conta os vários controles relacionados a requisitos funcionais e definirão grupos funcionais típicos que interagem via pontos de referência;
  • Exemplos de grupos funcionais podem incluir: Media Access Gateway (na rede das bordas), com firewall, NAPT (Network Address Port Translation), funções de privacidade, por exemplo.
  • Controle de recursos, controle de admissão, manipulação de requisição de acesso, por exemplo;
  • Controle de sessão de acesso, incluindo por exemplo, alocação de endereço, localização de usuário, gerenciamento de perfil de acesso de usuário;
  • Controle de serviço, incluindo por exemplo, registro de usuário, gerenciamento de perfil de serviço de usuário, manipulação de requisição de serviço, gerenciamento de interação de serviço.

Os modelos funcionais de controle de rede serão usados basicamente para identificar os pontos de referência para os quais há a necessidade de padronização.  Este deve ser baseado na  ITU-T Rec. Y.140 (Figura 1 abaixo).



Figura 1: Modelo de Referência GII - Y.140.

 

Os pontos de referência serão definidos como interfaces padrão onde protocolos de controle serão definidos e padronizados com base em protocolos relevantes, como por exemplo, por meio de perfis para reuso de protocolos já especificados, com base em H.248  para controle de media gateways, ou SIP para controle de chamada/sessão.

 

Os modelos de arquitetura de controle de rede levarão em conta os requisitos funcionais na rede de acesso (interface usuário-rede), nas interfaces entre as redes (interface rede-rede) e interfaces entre redes e provedores de serviços/aplicação.

 

Segurança

 

Dentro da NGN o tópico segurança se interrelaciona com arquitetura, QoS, gerenciamento de rede, mobilidade, bilhetagem e pagamento. Um dos mais significativos desafios face à elaboração de normas de segurança NGN é o fato que as redes não são planejadas como sistemas monolíticos com interfaces bem conhecidas. 

 

Grande parte do trabalho de padronização da segurança na NGN deverá ser baseado em API’s. Assim, uma rede segura pode ser construída de acordo com a seleção de componentes específicos NGN.

 

Os estudos relacionados a segurança definirão aspectos de uma “Rede NGN controlável e confiável”, segundo o ITU-T NGN FG – Proceedings Part I:

  • Identifica elementos na Rede NGN (usuário-final, Interface Usuário-Rede e Interface Rede-Rede);
  • Identifica e especifica mecanismos de autenticação relevantes à NGN;
  • Serviços de telecomunicações relacionados ás situações de emergência e interceptação de chamadas estão especificamente excluídos deste escopo.