Seção: Guia
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Inicia-se a apresentação dos resultados da implementação do protocolo de roteamento em uma rede simulada, com as mesmas características da rede real em estudo. Ou seja, foram preservadas as capacidades dos links e da topologia. Para criar o ambiente de testes, foram utilizados roteadores do mesmo fabricante que operam na rede real.
Foram realizados testes de quedas de links, remoção de roteadores e, também, adição dos mesmos, verificando, assim, a ação do protocolo. Para observar o funcionamento do OSPF, serão demonstradas as tabelas de roteamento de certos roteadores. Utilizou-se a ferramenta Traceroute, objetivando observar os saltos dos pacotes, como também, se o OSPF está convergindo corretamente e as rotas que o mesmo está usando.
À seguir, apresenta-se o detalhamento sobre o ambiente de testes que foi constituído.
Ambiente de Testes
O ambiente de testes foi criado, usando roteadores do mesmo fabricante, que se utiliza na estrutura de backbone da rede em estudo. Tal fabricante é Mikrotik routers boards. Todos os modelos de roteadores utilizados possuem o suporte e a versão 2 do OSPF. Assim, seguem as quantidades e modelos que estão presentes no ambiente:
Com relação aos links, foi preservada a capacidade original dos mesmos, pois para uma análise válida do funcionamento do OSPF, isso era necessário, pelo fato que um dos parâmetros de decisão da melhor rota é a largura de banda do enlace.
Com relação à estrutura lógica, também foi feita uma configuração de IPs semelhante à utilizada na rede que foi analisada, pois tal numeração pode influenciar na escolha dos roteadores designados.
Após definir a numeração de endereçamento lógico, realizou-se a configuração das interfaces dos roteadores, para que fosse possível a comunicação dos dispositivos ponto a ponto. Feito os testes dos equipamentos diretamente conectados, usando a ferramenta ping, passou-se a implantação do OSPF versão 2.
Em frente, segue uma lista, em ordem progressiva, das etapas feitas até a conclusão da implantação do OSPF. É importante elucidar que tais etapas devem ser realizadas em todos os roteadores na rede, exceto pela definição de rotas padrões e distribuição das mesas, que só são necessárias no ponto em que se realiza a conexão intra-AS.
Testes Práticos
O primeiro teste realizado foi no roteador de D. Pode-se observar na Figura 5 a tabela de rotas de tal roteador. As rotas que foram criadas dinamicamente pelo OSPF são precedidas pela sigla DAo. Já as rotas com a sigla DAc são os pontos conectados diretamente. Na coluna distance, verifica-se outra característica do OSPF: sua distância administrativa. Minuciando a Figura 5, observa-se que a mesma possui rotas para todos os roteadores, exceto para as redes de F e E. Isso ocorre devido ao fato que tais roteadores não foram anunciados pelo OSPF. Tal decisão foi tomada porque esses dois pontos seriam indiferentes na operação do protocolo de roteamento, pois o tráfego oriundo de todas as cidades não precisa passar por tais roteadores. Usando a ferramenta Traceroute do ponto de D até PIX-PR, o caminho determinando pelo protocolo é via D.
Figura 5: Rota de D até PIX-PR
Já na Figura 6 foi simulada uma queda no link entre PIX-PR e o roteador D. Com isso, foi possível verificar a capacidade do OSPF em determinar um novo caminho até o ponto final. Assim, fazendo o uso do Traceroute, notou-se que o protocolo adequou-se à nova topologia e propagou uma nova rota padrão. Na Figura 6 destaca-se o caminho escolhido com uma linha mais densa.
Figura 6: Rota de D via J
Para realizar um teste de como o OSPF reagiria à adição de um novo ponto de roteamento na rede, conectou-se um novo roteador atrás do dispositivo de C. Na Figura 7 verifica-se claramente a localização do novo roteador. Exibe-se, também, a tabela de rotas do novo ponto logo após a sua conexão. Como o protocolo leva alguns segundos para redistribuir a nova rota, a tabela apenas encontra-se com as rotas diretamente conectadas. Entretanto, quando o OSPF cria seu novo mapa topológico, e cria a nova adjacência, a tabela de roteamento é atualizada.
Dessa forma, na Figura 8, mostra-se o novo ponto, já com sua tabela de rotas completa, com saídas para todas as redes. Na mesma figura já se realizou um teste com o Traceroute até PIX-PR e percebeu-se que o OSPF definiu o caminho via D. É fundamental ressaltar que todas as rotas foram obtidas através do protocolo OSPF, ou seja, nada foi criado estaticamente.
Figura 7: Novo ponto de roteamento adicionado
Figura 8: Novo ponto com tabela de rotas
Objetivando testar a capacidade do novo ponto em convergir para uma nova rota, caso haja algum problema no link, em que normalmente o novo ponto tem como rota default, foi realizada uma queda proposital entre os enlaces de D o PIX-PR. Assim, na Figura 9, observa-se que o OSPF utilizou-se da sua rota de backup, e os pacotes oriundos do novo ponto agora saem pelo link que ligam J e o PIX-PR.
Figura 9: Novo ponto adicionando saindo por J
Também foram efetuados testes, usando a ferramenta Traceroute, do roteador PIX-PR para o roteador de J. Devido às configurações de custos que foram efetuadas, os dados devem passar pelo caminho de J.
Na Figura 10 visualiza-se que o caminho para chegar até o ponto de I é através de J.
Também foi realizada uma simulação de quando há a queda do link entre os pontos de J e PIX-PR, para verificar a convergência das rotas do roteador PIX-PR para os outros pontos da rede. Dessa forma, segue a Figura 11. Logo, verifica-se que o OSPFrealizou a convergência e usou a rota até D para chegar a I.
Figura 10: PIX-PR via J
Figura 11: Rota PIX-PR saindo por D
A fim de se conhecer o uso de processamento e banda do OSPF, mostra-se, na Tabela 1, os valores obtidos através do monitoramento dos dispositivos que estão rodando o OSPF. Tais valores podem variar de acordo com a abrangência da rede o os fabricantes de roteadores. Vale ressaltar que esses valores são aproximados, pois há uma variação considerável dos mesmos. Assim, foi realizada uma média entre todos os roteadores da rede.
Outro fator relevante é que o estado de adjacência só acontecerá em momentos de adição de novos pontos ou se algum roteador for desligado. Logo, quando o mesmo for religado, acontecerá a adjacência. Já a alteração de topologia só acontecerá se algum roteador parar de funcionar, ou também, um novo ponto de roteamento for adicionando na rede. Assim, na maior parte do tempo, o estado de trocas de hello irá operar consumindo, relativamente, baixa largura de banda em comparação com os outros estados e, também, baixo processamento.
Tabela 1: Comparação estados do OSPF
*Monitoramento através de uma ferramenta especifica do roteador **Monitoramento através das interfaces em uso.
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