Seção: Guia

 

Redes IP II: Análise dos Resultados

 

Após fazer a apresentação dos resultados alcançados neste trabalho, os mesmos serão minuciados e contextualizados com a teoria que envolve o assunto em estudo.

 

A partir das figuras mostradas no item anterior, pode-se notar que o protocolo proposto para se realizar a implantação na rede em questão, apresentou informações relevantes. Dessa forma, será possível validar diversos pontos que foram comentamos ao longo do referencial teórico do trabalho.

 

O primeiro ponto a se destacar foi que o OSPF cumpriu o requisito de ser interpelável pois, o mesmo foi utilizado em roteadores de modelos diferentes e, mesmo assim, não se encontrou nenhum problema de incompatibilidade no momento de sua configuração.

 

Outro resultado importante foi com relação à distribuição das rotas default, pois, no estudo de caso, pensou-se em particularidades da rede e do protocolo, que o mesmo não teria a capacidade de distribuição das rotas padrões pelo sistema autônomo. Entretanto, aplicando o que foi verificado em várias bibliografias, para usar o comando de distribuição de rotas default no roteador que faz a conexão intra-AS, todos os pontos de roteamento receberam atualizações da rota padrão.

 

Como foi citado no texto, quando o OSPF foi pensando, o mesmo deveria ter a capacidade de ser convergente. Assim, várias situações foram simuladas nos testes práticos, onde links preferenciais do OSPF tiveram quedas. Dessa forma, quando isso ocorria, visualizou-se, com o Traceroute, que em média de 10 segundos a rota de backup era a utilizada. O protocolo em estudo já cria rotas secundárias, isso ocorre se a topologia as possuir. Elas ficam ,então, no LSA do OSPF. Assim, quando o dead time de uma rota expirar, a mesma será a usada, ou seja, culminando na convergência do protocolo.

 

Em todas as simulações realizadas, o OSPF respondeu satisfatoriamente com relação ao tempo de convergência. Uma característica importante a ser ressaltada é o tempo que o OSPF demora a voltar para a rota preferencial quando o link volta a estar ativo. Essa característica do OSPF é desejável, pois, se um link estiver intermitente, o protocolo não vai convergir ao mesmo. Contextualizado com o RIP, o OSPF respondeu satisfatoriamente a más notícias e reagiu com “desconfiança” a boas notícias.

 

Como citado no estudo de caso, há uma necessidade de fazer com que certos dados, oriundos de roteadores situados em locais físicos específicos, tracem certos caminhos preferenciais. Isso foi possível configurando pesos maiores nas rotas secundárias. Logo, o OSPF só vai escolher esses caminhos em caso de inatividade do caminho preferencial, ou também, por uso da capacidade total do link. Por meio das simulações, pode-se observar tal ação na escolha das rotas.

 

Com a realização do teste de adição de novo ponto, constatou-se que o OSPF reagiu positivamente. Após a criação da adjacência do novo roteador, o mesmo recebeu, por meio de solicitações de atualizações do OSPF, todas as informações de rotas para se chegar a qualquer rede na topologia. Ou seja, tanto na ausência ou adição de saltos, o OSPF reagiu rapidamente e convergiu seus caminhos.

 

Um ponto crítico do OSPF é o uso de CPU e da largura de banda na criação da adjacência e nas atualizações na tabela de rotas. Os dois itens vão crescer de acordo com a abrangência da rede. Como foi mostrado, chega-se a atingir 53kbit/s de largura de banda e até 6% de CPU. Como para esse caso, verificou-se que os roteadores possuem uma capacidade de processamento considerável para a topologia e não está usando a capacidade máxima dos links, o OSPF não vai influenciar negativamente. Entretanto, é preciso atentar para esse ponto na hora da implementação do protocolo em redes com roteadores de processamento inferior e largura de banda limitada.

 

Nos testes realizados, descobriu-se que uma das interfaces usadas estava com problema, porém, este ocorria em certos momentos. O OSPF convergiu, então, para outra rota. Nas simulações, à primeira vista, foi concluído que o OSPF estava balanceando o tráfego, pois, isso é uma das características do mesmo. Entretanto, após uma verificação detalhada, notou-se que os custos eram distintos e, também, devido à característica de o OSPF “desconfiar” de boas notícias, o mesmo não estava usando a rota com a interface com problemas, pois a mesma estava em um estado intermitente. Por isso, destaca-se que para a identificação de problemas como o citado, deve-se minuciar a rede com alto grau de detalhes.

 

A partir do citado nos itens anteriores, pode-se atentar que os mesmos só vêm agregar na escalabilidade da rede, principalmente com relação à convergência e à adequação das alterações na topologia. Esses pontos servirão como base para o crescimento da rede de forma organizada.

 

Entretanto, não se podem deixar de lado os pontos referentes ao uso de banda nas atualizações, CPU e resolução de problemas que podem afetar negativamente, se não forem dimensionados corretamente.