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Redes IP II: Considerações finais

 

Com todas as etapas do trabalho realizadas, foi possível identificar as características da rede e conhecer suas necessidades. Verificou-se que a rede possui uma topologia mista, tanto a nível físico como lógico. O nível de complexidade da rede está crescente devido à constante adição de novos pontos de roteamento. Com isso, ocasionaram-se tabelas de roteamentos extensas e difíceis de atualizar, por motivo do crescente trabalho manual exigido.

 

Foi possível identificar as características de cada protocolo de roteamento que foi minuciado. Na categoria vetor de distância, percebeu-se que o RIP demonstrou-se menos eficiente em redes de médio a grande porte. Já em relação ao EIGRP, foi possível concluir que é um protocolo aplicável em redes de porte considerável, porém, não possui interoperabilidade. Assim, no caso do sistema autônomo em estudo, não é possível sua implantação.

 

Na categoria de estado de enlace, devido a características observadas no OSPF, o mesmo provou ser um protocolo interoperável, estável e, principalmente, escalável. Com isso, devido ao escopo do projeto ser o de buscar a escalabilidade, o OSPF foi definido como o protocolo a ser implantando e testado.

 

Nos testes realizados na rede simulada, verificou-se que o OSPF foi capaz de formar adjacências com todas as redes do sistema autônomo. O maior consumo de banda e processamento foi observado nos momentos da criação das adjacências e quando houve alterações na topologia da rede. Entretanto, para a topologia atual, o consumo de banda e uso de processamento não tiveram relevância importante.

 

Concluiu-se que o OSPF comprovou ser na prática um protocolo de convergência rápida. Mas, tal característica só acontece em “notícias ruins”, quando um link que estava em status down e normaliza, o mesmo desconfia da veracidade da rota, tendo convergência mais lenta. Isso é válido quando há links não confiáveis na rede.

 

Identificou-se também que o OSPF responde positivamente à adição de novos pontos de roteamento na rede. Foi realizada uma conexão de um novo roteador na estrutura. Bastou o tempo de adjacência e atualização de rotas e esse novo ponto já conhecia todas as redes da topologia, como também, o restante dos dispositivos conhecia o “caminho” para chegar ao roteador configurado recentemente.

 

Apesar de ser um protocolo dinâmico, o OSPF pode ser configurado para que certos roteadores prefiram determinadas rotas. Foi necessário ser configurado dessa forma por motivos técnicos da topologia em estudo.

 

Também, atenta-se para a escalabilidade proporcionada pelo OSPF. Como foi verificado, o protocolo é capaz de convergir rapidamente, responde positivamente à adição de novos roteadores, consegue trabalhar com áreas dentro da AS e atinge um nível de estabilidade considerável. Tudo isso garante que a topologia seja capaz de crescer de forma escalável.

 

Diante do exposto, recomenda-se a utilização de protocolos dinâmicos, atendendo ao fator escalabilidade da rede em estudo. Sugere-se também, entre os protocolos estudados, a utilização do protocolo OSPF, que melhor atende aos requisitos necessários.

 

 

Referências

 

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