Seção: Tutoriais Telefonia Celular

 

Roaming: Considerações Finais

 

Relacionamento entre operadoras

 

Uma operadora de SMC ou SMP é obrigada a prestar o serviço de roaming para assinantes de operadoras de áreas de concessão diferentes da sua, respeitada a compatibilidade de tecnologia e freqüência.

 

A obrigação de cobrar o serviço do cliente visitante é da operadora de origem, que repassa os valores devidos à operadora visitada após processo mensal de compensação (clearing).

 

Não há obrigatoriedade de prestar o serviço de roaming para clientes pré-pagos. Contudo, as operadoras têm todo o interesse comercial em prestar o roaming para estes clientes.

 

As operadoras brasileiras das bandas A e B criaram o CGR (Comitê Gestor de Roaming), para gerenciar a rede nacional de roaming à qual estas operadoras estão conectadas. Esta rede utiliza protocolo IS-41C, padrão para AMPS, CDMA e TDMA.

 

As operadoras de bandas D e E possuem interconexões diretas entre si em protocolo MAP (Mobile Application Part), padrão para o GSM.

 

A cada mês é gerado um relatório contendo todo o movimento de tráfego de roaming entre operadoras para acertos de contas entre elas. Como a cobrança da conta do cliente é feita pela operadora de origem, os valores de AD, VC1, VC2 e VC3 são contabilizados para pagamento à operadora visitada. Da mesma forma são repassados para a operadora de longa distância internacional os valores correspondentes às chamadas internacionais originadas no Brasil pelo cliente viajante.

 

Roaming Internacional

 

O roaming internacional é negociado entre operadores livremente, sendo seu princípio básico o seguinte:

  • as tarifas de uso são as do operador visitado.
  • o operador de origem pode cobrar valores específicos para prestar o serviço.
  • o operador de origem cobra os serviços do cliente e repassa os valores devidos à operadora visitada.
  • as operadoras visitadas exigem proteções anti-fraude (clone, etc.).

O número utilizado pelo cliente, quando em viagem, nem sempre é o seu próprio número.

 

O viajante brasileiro pode usufruir os acordos de roaming das operadoras do País nos EUA, Europa, Cone Sul, etc.

 

Há empresas, como a Gradiente, que prestam o serviço de roaming internacional através de convênios firmados com operadoras brasileiras e estrangeiras. Quando possível, o cliente utiliza o seu aparelho e numeração da operadora visitada.

 

A principal barreira para o uso extensivo do roaming internacional são as tarifas cobradas, principalmente quando comparadas com as da telefonia fixa. Aliado a isto, a popularização do serviço pré-pago em países que adotam o método CPP (Calling Party Pays), no qual o cliente só paga pelas chamadas originadas, tem se constituído na escolha principal dos viajantes que podem usufruir tarifas internacionais mais econômicas para originar suas chamadas.

 

 

Referências

 

Anatel

 

Normas 20/96, 21/96, 23/98 e 03/98.